Ressonar

Estando em presença de alguém com queixas de ressonar, temos sempre de ter  em conta que o ressonar tem duas vertentes, ser um sinal de alarme  que obriga a investigar  patologias do sono ou outras que podem estar associadas e outra vertente, não menos importante, a de  incomodar outros.
Após ser observado por clínico especializado em sono e ter sido feito  o diagnóstico,  e estando indicado, passa-se ao tratamento.

Medidas gerais  no tratamento ressonar.

Seja qual for o diagnóstico e  indicado para todas as pessoas, ressonem ou não, é importante:

  • Hábitos saudáveis 
  • Higiene do sono

Em casos específicos poderemos precisar de atuar nas causas da diminuição  dos diâmetros da via aérea.

Medidas não invasivas
  • Uso de aparelhos (CPAP) que afastam as paredes por aumento da pressão do ar
  • Próteses dentárias em casos muito especiais

Cirurgias 

Nunca será demais realçar que não há cirurgias milagrosas  inovadoras e muito menos garantidas. 

A cirurgia só está indicada se todos as atitudes não invasivas falharem e o paciente quiser e após ser informado de que não há garantias e quais os  riscos e possíveis consequências da cirurgia.

Crianças

Nas crianças é mais frequente como causa de ressonar a hipertrofia das Adenoides e ou amígdalas e o excesso de peso.

Se o ressonar for contínuo e intenso está indicado proceder-se a estudo do sono.

Pode estar indicado proceder-se a adenoidectomia e/ou amigdalectomia, mesmo não havendo infeções crónicas, c no desenvolvimento intelectual e ponderal da criança. aso estejamos em presença de apneia obstrutiva do sono (SAOS) com consequências no imediato, a médio e a longo prazo.

Nos jovens e adultos

Neste grupo  etário o tratamento do ressonar pode passar pela atuação  na via aérea em um ou mais locais diretamente ou em partes da boca e pescoço relacionadas com a via aérea e que facilitem o ressonar.

Nariz – desvio do septo, hipertrofia dos cornetos, poliposes e tumores (raros), devem ser tratados mesmo na ausência de ressonar se existir obstrução nasal.

Rino faringe (espaço atrás do nariz, atrás da boca  e antes da laringe) –  neste espaço pode intervir-se:

Palato ( céu da boca) – tornando-o  mais rígido  ou menos volumoso

Língua – redução do volume mais ou menos extenso

Maxilar inferior – fazendo um avanço de modo a aumentar espaço posterior da faringe.

Nervo hipoglosso – A estimulação unilateral provoca a projeção da língua para o lado oposto e para a frente.

Esta cirurgia particularmente, só está indicada quando todas as atitudes cirúrgicas ou não cirúrgicas falharem.

É uma cirurgia relativamente recente, com necessidade de introdução de um aparelho, “tipo pacemaker”, que emite uma corrente estimulante do nervo.  

Clínica ORL, 2017

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